quinta-feira, 24 de junho de 2010

O que é cicatrização?

É o processo pelo qual um tecido lesado é substituído por tecido conjuntivo vascularizado, sendo semelhante quer a lesão tenha sido traumática ou ocasionada por necrose. Nos dois casos, o primeiro passo é a instalação de uma reação inflamatória cujo exudato de células fagocitárias reabsorve o sangue extravasado e os produtos da destruição tecidual. Em seguida, há proliferação fibroblástica e endotelial que forma o tecido conjuntivo cicatricial. Posteriormente, o tecido cicatricial sofre remodelação, que resulta na redução de volume da cicatriz, podendo chegar ate o seu desaparecimento. A cicatrização pode ser:
* Por primeira intenção;
* Por segunda intenção;
* Por terceira intenção.

INFARTO

Infarto consiste em uma área circunscrita de necrose tecidual causada por isquemia prolongada deviado a distúrbio da circulação arterial ou venosa. Sendo prolongada, a isquemia resulta em consumo da reserva energética na área afetada, provocando necrose tanto das células parenquimatosas como das estromais. O infarto pode ser BRANCO ( Ocorre quando há obstrução arterial em órgãos sólidos com circulação terminal, encontrados geralmente no coração, rins e baço) e VERMELHO (Aquele em que a região atingida tem cor vermelha por conta da intensa hemorragia que se forma na área de necrose. É encontrada em órgãos frouxos e naqueles com irrigação dupla ou com rica circulação colateral. Pode ser causada por obstrução arterial ou venosa.)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Como se formam os queloides?


Bom, sabemos que a pele é o maior órgão do corpo humano, e que suas células passam por uma renovação constante por toda nossa vida! Quando sofremos uma lesão na pele, corte arranhão, cirurgia, e até tatuagem, aquele espaço agredido, naturalmente aumenta sua atividade de multiplicação celular. Isso é normal e faz parte do processo de renovação do local afetado.

Só que, às vezes em algumas pessoas, as células que deveriam apenas manter o tamanho e preencher o espaço deixado pela lesão, continuam se reproduzindo, mesmo após o preenchimento deste espaço, resultando numa cicatriz hipertrófica ou em quelóides. O quelóide é uma hipertrofia (aumento no volume das células de um tecido) que ocorre nas lesões onde deveria ter apenas uma simples cicatriz, ou seja, é “uma cicatriz que passou do limite e não soube a hora de parar de crescer”.

Os quelóides são cicatrizes que se projetam além da superfície da pele formando uma projeção tecidual com uma área lisa, geralmente avermelhada podendo apresentar coceira e até dor. O pior é que além de exagerar no preenchimento da lesão o quelóide pode se estender muito além do local da lesão.

Essa reação do organismo não regride espontaneamente e os tratamentos não costumam ser muito eficazes. É muito difícil remover completamente quelóides. A retirada cirúrgica, embora pareça atraente, não é uma boa idéia. Este tipo de tratamento resulta muitas vezes no surgimento de outro quelóide muito maior que aquele presente inicialmente.

Não se sabe exatamente o que leva uma pessoa a ter essa disposição. As pessoas de pele mais escura possuem uma tendência maior a desenvolver quelóides que aquelas de pele mais clara. No entanto, é preciso ver o histórico familiar, que no caso, pode indicar uma tendência ao seu desenvolvimento. Eles são raros na infância e na velhice e ocorrem principalmente entre a puberdade e os 30 anos. Durante a gravidez as mulheres possuem maior tendência a desenvolvê-los.

Cicatrização

Cicatrização é o nome dado ao processo de reparo, o qual se faz à custa da proliferação do tecido conjuntivo fibroso, em que o tecido preexistente fica substituído por cicatriz fibrosa.

Para muitos, o processo de cicatrização é considerado um seguimento do processo inflamatório que provocou perda de substância. Realmente, na inflamação, o reparo se faz presente desde a fase aguda. O reparo também ocorre após perda de tecido por infarto, hemorragias, por ressecção cirúrgica, etc.

O processo de cicatrização ocorre em quatro fases importantes:

1. Limpeza – Logo após o ferimento, os tecidos lesados liberam mediadores químicos da inflamação. Surge um processo inflamatório agudo e o exsudato fibrinoso na superfície, em contato com o ar fica ressecado, formando uma crosta, que auxilia a conter a hemorragia e a proteger o ferimento de contaminações externas. Enquanto houver inflamação ativa o processo de cicatrização não se completa.
2. Retração – Reduz de 50% a 70% o tamanho do ferimento. Tem início dois a três dias após a indução do ferimento. Este fenômeno é resultado da ação dos miofibroblastos. Se a ação dos miofibroblastos se fizer de maneira exagerada surgem contraturas. Estas são muito comumente vistas nas cicatrizações após queimaduras extensas.
3. Tecido de Granulação – É a parte mais característica do processo de cicatrização. Representa o novo tecido que cresce para preencher o defeito. O processo de angiogênese é dos mais importantes e parece ser basicamente o mesmo, tanto para formação do tecido de granulação, como, por exemplo, para criar um novo estroma pra células neoplásicas.
A angiogênese é o processo pelo qual células endoteliais secretam proteases que degradam a matriz extracelular, depois migram nos espaços perivasculares, proliferam e se alinham para formar novos vasos.
Durante o processo de angiogênese as células endoteliais são digeridas por moléculas que fazem interação célula-célula e matriz-célula. As células endoteliais se agrupam e fazem protrusão por entre os fragmentos das membranas basais, a princípio formando fileiras sólidas de células. Nestes brotamentos sólidos, as células endoteliais começam a apresentar vacúolos citoplasmáticos que se fusionam a princípio entre si e logo com os de células vizinhas, dando origem à nova luz vascular. Os sinais ou fatores responsáveis pela angiogênese derivam de vários tipos celulares.
Fatores por macrófagos (fator de angiogênese derivado de macrófago), mastócitos (heparina), plaquetas (fator de crescimento derivado de plaquetas, fator de transformação do crescimento, beta) e fibroblastos (fator de crescimento do fibroblasto) têm todos, efeito positivo sobre a angiogênese. Eles conferem um aspecto granuloso avermelhado à superfície (daí se origina o nome “tecido de granulação”) Os nervos entram no novo tecido tardiamente. Por isso, o tecido de granulação não dói, embora sangre ao menor contato. Entre os capilares aparecem muitos fibroblastos, pericitos, miofibroblastos e macrófagos. A matriz extracelular vai-se densificando com o passar dos dias, adquirindo cada vez mais fibras colágenas. Estas formam a princípio um padrão frouxo, mas pouco a pouco as fibras se dispõem em feixes paralelos, compactos, enquanto os vasos sanguíneos vão se tornando menos proeminentes e desaparecem. Assim, o tecido de granulação acaba dado lugar a uma cicatriz fibrosa, dura, esbranquiçada e retraída.
4. Reepitelização – O crescimento do epitélio nas bordas da ferida se faz precocemente, sendo que as células epiteliais apresentam mitoses e começam a se intrometer por debaixo da crosta. A reepitelização é o acontecimento terminal no processo de reparo. Quando o tecido conjuntivo acaba de preencher o defeito, resta apenas pequena porção da superfície do ferimento ainda descoberta. Com o arremate final, rapidamente as células epiteliais crescem e restabelecem a continuidade do revestimento.
A princípio, a camada epitelial de revestimento é muito fina e deixa ver por transparência o tecido conjuntivo avermelhado, que vai se tornando mais denso com o passar do tempo, o epitélio vai se tornando mais espesso.
O processo é basicamente o mesmo para qualquer circunstância. Quanto menor a perda de substância, mais rápido e simples será o reparo. Nas feridas cirúrgicas, o ideal é aproximar o bastante as bordas com o auxílio de saturas, fazendo a aposição das mesmas quase sem deixar solução de continuidade. Quando isso acontece, o reparo se faz com um mínimo de produção de tecido conjuntivo, praticamente sem deixar cicatriz. Diz-se então que houve uma cicatrização por primeira intenção. Quando o reparo se faz com produção mais evidente de tecido de granulação usa-se o termo cicatrização por segunda intenção.

Hemorragia


Hemorragia ou sangramento é a perda de sangue do sistema circulatório. A resposta inicial do sistema cárdio-circulatório à perda aguda de sangue é um mecanismo compensatório, isto é, ocorre vasoconstrição cutânea, muscular e visceral, para tentar manter o fluxo sanguíneo para os rins, coração e cérebro, órgãos mais importantes para a manutenção da vida. Ocorre também um aumento da freqüência cardíaca para tentar manter o débito cardíaco. Assim, a taquicardia é muitas vezes o primeiro sinal de choque hipovolêmico. Como as catecolaminas provocam um aumento da resistência vascular periférica, a pressão diastólica tende a aumentar, ficando mais próxima da pressão sistólica. A liberação de outros hormônios nesta fase faz com que a pessoa fique extremamente pálida, com o coração disparado (taquicardia), e com o pulso fino e difícil de palpar (a pressão de pulso é dada pela diferença entre a pressão sistólica e diastólica). Apesar de todo este mecanismo compensatório, existe um limite além do qual o organismo entra em falência. Pessoas vítimas de traumas com perdas sanguíneas importantes e que demoram para receber socorro médico podem ter isquémia temporária dos tecidos, com a liberação de substâncias típicas do metabolismo anaeróbio (sem utilização de oxigênio). Permanecendo mais tempo ocorre a falta de energia para manter a membrana celular normal e o gradiente elétrico. A célula, não suportando mais a isquémia, inicia a rotura de lisossomos e a auto digestão celular. O sódio e a água entram na célula, com edema celular. Também pode ocorrer depósito intracelular de cálcio. Não sendo revertido o processo ocorre finalmente a morte.

Recebendo assistência médica, o volume sanguíneo é inicialmente reposto através de soluções salinas através de um tipo de agulha calibrosa diretamente na veia. Dependendo da fase de isquémia em que a célula se encontra, ao ser refeito o volume sanguíneo por diluição pode acontecer de retornarem para a circulação geral aquelas substâncias tóxicas liberadas pela célula em sofrimento. Isto é conhecido como a "Sindrome da Reperfusão", com um intenso edema generalizado.

O choque hipovolêmico deve ser tratado com volume, isto é, com soro fisiológico e solução de Ringer. Casos mais graves podem requerer soluções gelatinosas, mas existe um volume máximo desta solução que se ultrapassado intoxica e mata o paciente. Este volume é em torno de 1000 ml para um adulto normal. Todas as tentativas para parar a perda sanguínea devem ser feitas, incluindo cirurgias visando a hemostasia. Este é o motivo do cirugião comandar o atendimento ao paciente politraumatizado. Alcançado este ponto, somente a transfusão sanguínea pode manter a vida do doente.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Aids:mulheres são as principais vítmas


Número de brasileiras infectadas é o maior desde a década de 80.No início da epidemia, nos anos 80, eram 16 casos em homem para 1 de mulher. Hoje a proporção quase igualou, passando de 1,5 caso de aids em homem para 1 em mulher.As mulheres são as principais vítimas de aids. De 1994 a 2004, o número de casos aumentou 175%, enquanto o crescimento em homens ficou em 29%, segundo Boletim Epidemiológico 2005. Pior ainda constatar que a maioria das mulheres infectadas pelo HIV contraiu o vírus de seus parceiros fixos - maridos e namorados. Tal como aconteceu com Denise Silveira, de 45 anos, mãe.


INIMIGO INVISÍVEL


No início da epidemia, nos anos 80, eram 16 casos em homem para 1 de mulher. Hoje a proporção quase igualou, passando de 1,5 casos de aids em homem para 1 em mulher. Conforme dados do Boletim Epidemiológico 2005, observa-se o crescimento persistente de aids em mulheres de praticamente todas as faixas etárias. Com exceção entre as de 13 e 24 anos, cujos números se mantiveram estáveis entre 1998 e 2004. A exposição sexual continua a ser a principal forma de transmissão do HIV e corresponde a 95% dos casos em mulheres acima de 13 anos. Vale ressaltar que não há transmissão homossexual entre mulheres. Embora o assunto já não seja destaque nas conversas e o coquetel tenha melhorado muito a sobrevida de quem é soropositivo, a epidemia é ainda grave. Estima-se que há no Brasil 600 mil pessoas com HIV. Dessas, calcula-se que apenas 235 mil sabem que têm o vírus. Dos que sabem, 170 mil se medicam com o coquetel. Infelizmente, a informação não é o principal fator de mudança de comportamento. Ou seja, saber da importância de se fazer sexo seguro não significa garantia do uso de camisinha - principalmente nas relações estáveis. É o que observa Elvira Filipe, diretora-adjunta da Divisão de Prevenção da Coordenação Estadual DST/AIDS e membro do Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids da Universidade de São Paulo:- Muitas mulheres casadas ou com parceiro fixo não se vêem em risco porque só mantêm relação sexual com seus cônjuges e namorados e confiam neles. A aids ainda está relacionada à promiscuidade, o que não é verdade. Junte-se a isso a dificuldade de conversar sobre essa questão num relacionamento. São poucos os que conseguem, por exemplo, propor um pacto entre o casal, exigindo o uso de preservativo num caso extraconjugal para não colocar em risco a saúde do companheiro(a).


PRESERVATIVO DE LADO


Sabe-se, porém, que o uso de preservativo na primeira relação tem aumentado consideravelmente em ambos os sexos. É o que mostrou a Pesquisa sobre Comportamento Sexual e Percepções da População Brasileira sobre HIV e Aids - 1998 e 2005, realizada no ano passado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).Entre os homens, cresceu de 45% (1998) para 68,3% (2005), na faixa etária de 16 a 19 anos; e de 44% para 57,5% entre 20 e 24 anos. Na primeira relação, as mulheres também estão cada vez mais atentas e o percentual pulou de 51% (1998) para 62,5% (2005), entre 16 e 19 anos; e de 30% para 52%, na faixa etária de 20 a 24 anos. Uma das principais justificativas femininas para deixar de se proteger na hora H é a “confiança no parceiro”, item mais lembrado entre as mulheres de 20 a 24 anos.

Edema

Os líquidos no nosso organismo estão distribuídos em 3 compartimentos: espaço intravascular (EI), espaço intersticial (EIC) e espaço celular (EC). Quando ocorre acúmulo de líquidos no espaço extra-celular ou em cavidades naturais, é caracterizado um edema. O edema ocorre quando temos um aumento da passagem de líquido do E. Intravascular para o E. Intersticial ou uma diminuição do retorno do E. Intersticial para o E. Intravascular. As forças que fazem com que os líquidos passem de um espaço para o outro são: a) Pressão hidrostática (arterial = 37 mmHg, venosa = 15 mmHg); b) Pressão coloidosmótica (venosa = arterial = 28 mmHg): atrai a água para um determinado local por ter grande quantidade de proteínas (faz sair do interstício para os capilares); c) Pressão tecidual. A diferença entre P. hidrostática e P. coloidosmótica faz com que os líquidos se movimentem, havendo saída de líquido na extremidade arterial (9 mmHg) e entrada na extremidade venosa (13 mmHg). Se houver uma falha desse sistema ocorre o acúmulo de líquido no espaço intersticial. 1. Edema Hemodinâmico: ocorre por dificuldade de retorno venoso, que vai causar um aumento da P. hidrostática (a parada ou diminuição do fluxo que vai do interstício para os vasos). - insuficiência cardíaca congestiva; - pericardite congestiva (dificulta a diástole); - cirrose hepática (aumento da P. hidrostática à nível de sistema porta): não há apenas o aumento de pressão, pode ocorrer também por hipoproteinemia, e também ocorre obstrução linfática no fígado. No caso da cirrose, o edema de membros inferiores ocorre por hipoproteinemia (insuficiência hepática diminui a síntese de albumina); - obstrução ou trombose nas vias (diminuição do retorno venoso); - dilatação arteriolar no calor (reversível). 2. Edema Hipoproteinêmica (diminuição na P. coloidosmótica): ocorre na síndrome nefrótica, onde há edema renal que: começa de manhã ao redor da órbita (periorbital), com o passar do dia passa para os membros inferiores. Este também tem outros componentes: aumento da volemia (sist. renina-angiotensina-aldosterona ativado) aumenta a pressão hidrostática por retenção de Na+; - cirrose hepática; - má nutrição; - doença do cólon (eliminação de mucoproteínas); 3. Edema por Retenção de Na+: - dieta excessiva de sal; - aumento da retenção de Na+ nos túbulos; obs.: causa aumento na volemia podendo causar edema hemodinâmico. 4. Edema Mecânico (obstrução dos órgãos linfáticos): - filariose (elefantíase); - fibrose ganglionar (África); - tumores (destrói arquitetura linfática): # por irradiação (radioterapia leva à fibrose e destruição); # pós-cirúrgico (retirada dos gânglios axilares). Podemos ter edema na superfície ou em órgãos internos (cacifu: marca do edema externamente). Sua importância também depende da sua localização e intensidade. Ex.: edema de origem alérgica (picada de inseto, edema de glote por penicilina); edema do SNC; edema pulmonar (insuf. cardíaca aguda - prejudica as trocas gasosas - afogamento). Edema pericárdico em grande quantidade pode levar à tamponamento cardíaco.

Violência contra a mulher


Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.
Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.
Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.
A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.
Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.
Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.
A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo.
A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

DEPRESSÃO


Ninguém está livre de sentir uma tristeza profunda diante de alguma perda, de passar por um momento de baixo-astral ou de desânimo passageiro. Mas aqui não estamos falando desses sentimentos comuns, que fazem parte da vida de qualquer pessoa. A depressão é uma doença que entra em cena quando o sofrimento vem do nada ou é completamente desproporcional ao motivo que o disparou, se arrastando por meses e até anos. Essa triste realidade abala cerca de 340 milhões de pessoas no mundo - algo entre 2% e 5% da população. O cenário é tão grave que a Organização Mundial da Saúde calcula que em vinte anos a depressão ocupará o segundo lugar no ranking dos males que mais matam. Não à toa: além de comprometer o jeito como a pessoa vê o mundo, a doença afeta a própria saúde física, abrindo caminho para vários outros problemas. Sem falar no risco de suicídio, que atinge entre 15% e 20% dos deprimidos. Ninguém consegue sair desse poço sem ajuda, na base da boa vontade. A boa notícia é que, com tratamento médico, 70% desses pacientes se curam.

O diagnóstico é essencialmente clínico. O médico suspeita de depressão quando o paciente apresenta quatro ou cinco sintomas clássicos que persistem por semanas. E não espere aquele quadro típico de alguém prostrado na cama. Alguns já ficam atentos para quem simplesmente não sente prazer nas coisas ou não vibra com a vida. Não há nenhum exame que aponte a depressão, mas o especialista pode pedir testes para afastar doenças como o hipotiroidismo que, sabidamente, pode levar a quadros depressivos. Infelizmente, muitos pacientes ainda custam a reconhecer que precisam de ajuda e muitos médicos ainda acham que a depressão é uma mera conseqüência de algum outro problema da pessoa.

Hipertensão....

14 por 9. A expressão está na boca do povo, mas pouca gente sabe por que cruzar esse limiar é tão perigoso...
Afinal, o que significam os valores?

Ao colocar o braço no esfigmomanômetro - é esse o nome do aparelho usado para medir a pressão -- o primeiro número indica a força que o coração faz na sístole, ou seja, na contração para bombear o sangue e irrigar o corpo. O segundo valor aponta a dilatação dos vasos quando o músculo cardíaco se relaxa, a diástole. Aí acontece a pressão mínima. E não simplifique: o certo é dizer 120 por 80, por exemplo. Isso traduz a medida em milímetros de mercúrio, a unidade usada para medir a pressão.

A classificação brasileira

Para classificar a pressão dos brasileiros os médicos seguem a IV Diretriz Brasileira sobre Hipertensão, de 2002.

Sistólica Diastólica
ótima Menor que 120 Menor que 80
normal Menor que 130 Menor que 85
limítrofe 130-139 85-89

hipertenso
estágio 1 140-159 90-99
estágio 2 160-179 100-109
estágio 3 Maior que 180 Maior que 110

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fatos da ciencia, muito curiosos....

01. A velocidade da luz, geralmente arredondada em 300.000 km/s, é de exatamente 299.792,548km/s.
02. São necessários 8 minutos e 17 segundos para a luz viajar da superfície do sol à terra.

03. 10% de todos os humanos já nascidos, estão vivos neste momento.

04. A terra gira à 1.600 km/h, mas viaja em sua órbita ao redor do sol a mais de 107.000 km/h.

05. Todo ano, um milhão de terremotos sacodem a terra.

06. Quando Krakatoa entrou em erupção, em 1883, a força de sua explosão foi tão grande que pode ser escutada à mais de 7.700 km. de distância, na Austrália.

07. A cada segundo, 100 raios atingem a superfície terrestre.

08. Todo ano, 1.000 pessoas morrem vítimas de raios.

09. Em outubro de 1999, um iceberg do tamanho de Londres, soltou-se do continente Antártico.

10. Se você conseguisse dirigir seu carro na vertical, direto para cima, levaria apenas uma hora para chegar ao espaço (algo em torno de 65 km).

11. A tênia, um verme que pode viver no sistema digestivo humano, pode atingir quase 23 metros de comprimento.

12. A Terra tem 4,56 bilhões de anos, a mesma idade da Lua e do Sol.

13. Os dinossauros extinguiram-se antes da formação das Montanhas Rochosas e dos Alpes.

14. A aranha viúva negra, come o macho depois do acasalamento.

15. Quando uma pulga salta, a aceleração à qual ela se submete chega à 20 vezes a de um ônibus espacial durante o seu lançamento.

16. Se o sol tivesse apenas 1 centímetros de diâmetro, a estrela mais próxima dele estaria à 285 quilômetros de distância.

17. Astronautas não conseguem arrotar quando no espaço – não existe gravidade para separar os líquidos dos gasosos em seus estômagos.

18. O ar no topo do monte Everest, à 8.850 metros de altura, só tem um terço da densidade que apresenta ao nível do mar.

19. 1/1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 de segundos antes do Big Bang, o universo era do tamanho de uma ervilha.

20. O DNA foi descoberto em 1869 pelo suíço Friedrich Mieschler.

21. A estrutura molecular do DNA foi determinada pela primeira vez em 1953 por Watson e Crick.

22. O primeiro cromossoma humano foi construído por cientistas americanos em 1997.

23. O termômetro foi inventado em 1607 por Galileu Galilei.

24. Alfred Nobel, pai do famoso prêmio, foi o inventor e fez fortuna com a dinamite em 1866.

25. Wilhelm Rontgen venceu o primeiro prêmio Noval de física em 1895, por ter descoberto o raio-x.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Robô ajuda a tratar pacientes que não podem andar

O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
Um robô está ajudando quem quer andar e não pode. Como todas as outras meninas de 8 anos, o que Giulia Castilho mais gosta de fazer é brincar. “Na escola, eu pinto, faço prova. Eu gosto de português”, avisa.

Ela tem paralisia cerebral, o que compromete a mobilidade. A menina se identifica com uma personagem da novela Viver a Vida. “Eu gosto da Luciana”, diz Guilia.
Luciana, interpretada por Aline Moraes, é uma modelo que sofreu um grave acidente e agora anda em cadeira de rodas. “O papel da moça da novela está sendo bem claro, bem otimista. E eu vejo que a Giulia meio que se compara”, conta a mãe de Giulia, Paola Castilho.
A rotina é puxada: ecoterapia, hidroterapia e fisioterapia três vezes por semana. Hoje, a Giulia vai experimentar um aparelho novo, e como toda novidade, ele vai dar mais ânimo aos pacientes e deverá acelerar o processo de reabilitação de quem tem dificuldade para andar.
O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
“Ela encurta o tempo de terapia. Ela realmente traz um benefício bastante grande, ela é um elemento coadjuvante na terapia, mas que acelera bastante os resultados”, diz o diretor da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro.
Primeiro o tronco é todo amarrado a um colete que suspende a pessoa. Depois, o aparelho reveste o paciente, dando suporte para os movimentos.
“Ela vai trabalhar a parte de força muscular e essa troca de passos que a gente precisa automatizar. Comprimento de passo, velocidade, cadência. São todas essas coisas que a gente trabalha na marcha”, explica a médica Alice Ramos.
O exercício estimula a musculatura e dá condicionamento físico. Pode encurtar o caminho para pacientes como Giulia e Edson Barbezan. Dois anos atrás, a bicicleta dele quebrou na estrada. No tombo, ele lesionou a medula.
“Na hora, que você sai dessa máquina a sensação é muito boa. É uma sensação de leveza. Eu espero que ela me leve ao lugar, onde eu comecei, como eu era antes”, diz o serralheiro Edson Barbezan.
Na tela, um vídeo simula nos movimentos que a criança faz durante o treino. “Então, eu vou associar movimentos que o paciente vai fazer no aparelho com os movimentos que vão aparecer na tela”, explica a médica.
A novidade faz sucesso! “Qualquer coisinha que ela faça, por menor que seja, para mim já é uma vitória”, comemora a mãe de Giulia, Paola Castilho.

Bolsas das mulheres podem carregar milhares de bactérias

Qual mulher que não desgruda da bolsa? “Eu adoro bolsa”, reconhece uma jovem. “Não posso sair sem uma bolsa”, diz uma mulher. “Bolsa é essencial”, afirma outra.

A bolsa acaba passando por vários lugares. É por isso que o Fantástico decidiu fazer um teste. Instalamos uma microcâmera em algumas bolsas para mostrar, em detalhes, por onde elas andam: pelo ônibus, praça de alimentação, bancos de rua. E daí é pra pior. “Quando venho ao banheiro, geralmente coloco no chão ou, então, em cima do lavatório”, conta uma mulher.

E depois, a bolsa ainda pode ir para perto da comida. “Eu não sei o que está mais sujo, se é a bolsa ou se é o balcão”, afirma a cabeleireira Solange Ferreira.

Não sabe? Então, o Fantástico explica. Nós chamamos um laboratório de análises clínicas para testar as bolsas. Será que elas carregam bichos invisíveis? Técnicos coletaram amostras das partes mais expostas das bolsas.

O resultado mostrou que todas tinham algum tipo de bactéria. Muitas estavam cheias de coliformes fecais, aquelas bactérias das fezes de animais e seres humanos. E o pior: as donas estavam comendo com as bolsas do lado.

Os coliformes são perigosos. Causam principalmente infecções intestinais. “E o que nós fazemos com nossa bolsa? Levamos para todos os lugares e chegamos na nossa casa e colocamos em cima da mesa, a mesa em que nós fazemos as nossas refeições. Esses microorganismos podem ir para o nosso prato através da nossa bolsa”, explica a microbiologista Marta Cristina Souza.

O resultado mais surpreendente foi a presença em diversas bolsas da Staphylococus Aureos, a temida super bactéria. Quando ela surge em hospitais, onde as pessoas estão enfraquecidas, pode ter consequências muito graves.

“Ela tem resistência a uma grande parte dos antibióticos. Então, ela é bastante perigosa por essa resistência aos antibióticos. E ela pode trazer infecções de pele, problemas de gastroenterite, assim como os coliformes fecais”, aponta a microbiologista Marta Cristina Souza.

Analisamos também o resultado de algumas estudantes da universidade, uma delas é a Paloma. E o Fantástico mostra para a jovem o resultado. Paloma deu sorte. Apareceram bactérias na bolsa dela, mas poucas.

“Os resultados apurados não foram significativos, para que a gente falasse para a Paloma que a bolsa dela está contaminada”, diz a microbiologista.

“Como não deu nada, a gente fica mais tranquila. Agora, a gente começa a ver de outro ângulo. Então, a gente vai começar a tomar mais cuidado”, diz a jovem.

Para começar a ter mais cuidado. Atenção para as dicas da professora Marta Cristina Souza: não deixe a bolsa no chão, nem leve ao banheiro. Jamais coloque a bolsa em cima da pia ou na caixa de descarga e nunca deixe em mesas de refeições. Procure limpar a bolsa com pano, água e sabão, no mínimo, uma vez por semana. No carro, guarde sempre no porta-malas, que é menos contaminado do que o chão e mais seguro que o banco.

Cientistas conseguem descobrir o que uma pessoa está pensando

Psicólogos e neurocientistas acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa, seja para o bem ou mal.
A estudante primeiro pensou em dançar. E dançou, nos braços do amigo. O cérebro dele deu a ordem abraçar. Foi um abraço bem demorado. Mas o que parece um simples encontro na universidade. É uma tempestade no cérebro dos estudantes.
Para que a tempestade do pensamento aconteça é preciso sangue em nosso cérebro. Esse fluxo de sangue, diferente a cada momento, é o que torna possível algo até então inimaginável: a leitura de pensamentos.
E você? Que pensamentos passam pela sua cabeça nesse momento? Desejos? Algum objeto? Sentimentos? É bom todo mundo ficar atento porque a ciência já tem hoje tecnologia suficiente para fotografar e até filmar o que acontece dentro do nosso cérebro e saber exatamente o que a gente está pensando.
Na Universidade Carnegie Mellon, no estado americano da Pennsylvania, o equipamento de ressonância magnética virou uma impressionante máquina de interpretação de pensamentos. O rapaz que vai passar uma hora e meia deitado ali dentro é voluntário de uma revolução científica.
Os pesquisadores dizem pra ele pensar, do jeito que quiser, nas palavras que aparecem no monitor: adorar, odiar, insultar. O computador divide o cérebro em 20 mil partes iguais, chamadas voxels. Por onde o sangue passa com mais intensidade, ou seja, nas áreas ativadas por aquele pensamento, os voxels ficam azuis. Nas áreas onde a atividade é ainda mais intensa, eles ficam amarelos. E depois vermelhos. A imagem gerada por cada pensamento é comparada com milhares de outras.
É pela semelhança entre a imagem produzida pelo novo pensamento e aquelas que estão catalogadas que o computador é capaz de dizer exatamente o que estamos pensando. Assim, eles constroem uma espécie de dicionário de pensamentos, como explica o pesquisador brasileiro Augusto Buchweitz.
"O computador não consegue fazer nada sozinho, a gente tem que dar os dados para ele, e ele vai procurar coisas que se repetem no cérebro das pessoas, que vai permitir identificar o conteúdo do pensamento de outras pessoas", diz Augusto Buchweitz.
Uma imagem registra dois pensamentos opostos: o que aparece em azul são as áreas ativadas por uma pessoa com muito amor no coração. As partes em vermelho mostram o comportamento da mesma pessoa quando ela tem ódio por dentro.
Um dos autores da pesquisa, o doutor Marcel Just, diz que essa tecnologia poderá ajudar no tratamento de problemas psiquiátricos e neurológicos, identificando o que está errado com o pensamento e orientando a terapia e a prescrição de medicamentos.
Parece ficção científica mas, ainda este ano, os pesquisadores esperam ler os pensamentos de uma pessoa no exato momento em que eles estão acontecendo.
Por enquanto, a leitura de mente é um experimento embrionário que depende de máquinas pesadas e só pode ser feito dentro de um laboratório. Só que os psicólogos e neurocientistas querem muito mais. Eles acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa, seja para o bem ou para o mal.
Imaginem, por exemplo, um terrorista em uma estação de trem em Nova York. Ele monta um equipamento portátil capaz de ler mentes. Quer descobrir o código de acesso ao computador central do serviço de inteligência dos Estados Unidos. A mulher é uma agente do serviço de inteligência. O outro agente chega e revela o segredo, um novo código que garante o acesso a informações ultraconfidenciais.
Mas a tecnologia é tão avançada que não deixa o menor rastro. O espião terrorista usa o laser para escanear o cérebro da agente enquanto ela está lendo os números. Ela não percebe. Tudo o que ela pensa é interpretado pelo computador. E , número por número, o código secreto vai sendo revelado.
É claro que os pesquisadores esperam que a leitura de mente seja usada apenas para fins pacíficos. Mas é um tema tão intrigante que envolve instituições de pesquisa de todo o planeta.
No Japão, eles estão inventando uma máquina capaz de ler até o que nós estamos sonhando.
As experiências realizadas no Instituto de Pesquisas em Telecomunicações Avançadas, em Quioto, seriam chamadas de mágica, milagre ou telepatia há alguns anos. Mas não é nada disso. É ciência, com um objetivo ambicioso.
O cientista Yukiaso Kamitami diz: "A minha meta é gravar os sonhos". Para chegar lá, os pesquisadores começaram a identificar imagens formadas no cérebro. Os primeiros testes foram bem-sucedidos.
Nos testes, os cientistas projetaram dentro do aparelho de ressonância magnética símbolos como um quadrado. Os voluntários que ficavam olhavam fixamente para a figura. O equipamento captou a atividade cerebral e um computador interpretou o que a pessoa estava pensando no momento. O resultado foi uma figura um pouco borrada, mas não resta dúvida de que a máquina conseguiu ler o pensamento.
Do lado esquerdo da imagem, aparecem os símbolos que o voluntário estava vendo. Do lado direito, as imagens que se formavam no cérebro. O resultado não é perfeito, mas chega perto.
Assim como na pesquisa americana, a principal ferramenta dessa tecnologia é um programa de computador capaz de reconstruir imagens que a gente vê a partir das oscilações do fluxo sanguíneo dentro do cérebro. Essas oscilações variam conforme o símbolo apresentado ao voluntário.
Os pesquisadores japoneses dizem que há teorias de que os sonhos são importantes, por exemplo, no processo de fixação do aprendizado. Se isso for verdade, o gravador de sonhos ajudaria o ser humano a aprender melhor.
O professor diz que o domínio dessa tecnologia ainda está longe de acontecer. Mas um dia o que se passa na nossa mente quando dormimos pode deixar de ser apenas um sonho que esquecemos no dia seguinte.

Estudo comprova que mulheres podem engravidar após câncer de mama

A pesquisa mostra mais: a gravidez seguida de amamentação pode ter um efeito protetor.Para muitas mulheres, receber um diagnóstico de câncer de mama era ainda mais doloroso porque, com ele, vinha o fim do sonho de ser mãe. Mas isso mudou. Um estudo recém-publicado mostra que o mito de que as mulheres não podem mais engravidar depois de ter câncer de mama é realmente só isso: um mito!
“Uma vez que nós tivermos um tratamento com sucesso do câncer de mama, não há contraindicação de se engravidar”, explica a médica a Adriana.
“Nossa, muito boa notícia isso”, comemora a securitária Adriana Mendes.
Ela precisava mesmo de boas notícias. Com 32 anos de idade, recebeu diagnóstico de câncer de mama, justamente quando se preparava para realizar o sonho de ser mãe.
“Ela falou que eu poderia ter problema para engravidar. Aí eu fiquei muito mal. Foi um baque muito maior do que saber que eu estava com câncer”, conta Adriana.
“Ela disse: está com câncer de mama e vais ter que fazer mastectomia radical, quimioterapia e não se sabe se tu vais conseguir ter filhos’”, lembra a promotora de Justiça Débora Cardoso.
Muitos médicos ainda não recomendam a gravidez depois do tratamento. O que se imaginava é que não engravidar seria um modo de evitar o reaparecimento do tumor.
Era um raciocínio lógico. As células de câncer de mama se reproduzem e se alimentam usando os hormônios. E a gravidez é uma explosão de hormônios no organismo da mulher. Portanto, a gravidez faria ressurgir o tumor. E o conselho dos médicos era: não engravide. Só que os casos de mulheres que engravidaram por acaso acabaram provando que a realidade é diferente.
Foi o médico egípcio Hatem Azim que trabalha no Hospital Jules Bordet, na Bélgica, quem juntou vários estudos feitos ao redor do mundo para afirmar que mulheres que engravidam depois do tratamento de câncer de mama não têm risco maior de ter uma recaída do que as outras. “Eu sou a prova vida da pesquisa”, afirma a promotora de Justiça Débora Cardoso.
A pesquisa também mostra mais: que a gravidez seguida de amamentação pode ter um efeito protetor, diminuindo as chances de o tumor voltar. As conclusões são da observação de casos.
Mas o médico explica que a ciência ainda não entende bem por que isso acontece. Pode ser a própria explosão hormonal, que teria efeito inverso do que se pensava. Ou talvez os anticorpos produzidos pela mulher contra células estranhas do feto, que matariam também as células de câncer. Mas tudo isso precisa ainda ser confirmado.
A doutora Solange Sanchez, que há anos encoraja as pacientes que querem engravidar, comemorou o novo estudo: “Tirar o mito de que a gravidez vai fazer com que essa paciente evolua mal da doença, tenha uma recaída, que a gravidez possa ser culpada pelo retorno da doença, isso pra mim é um mérito muito importante desse trabalho”.
Mas ela tem uma ressalva: mesmo se for protetora, a gravidez não é tratamento. “Substituir um tratamento por uma gravidez nesse momento não tem um embasamento científico realmente. A meu ver, não deve ser recomendado”, diz a médica.
A relação entre gravidez e câncer de mama é uma preocupação recente da medicina. É que até 20 anos atrás, um caso de câncer de mama em uma mulher jovem era extremamente raro. Além disso, as mulheres tinham filhos mais cedo, por volta dos 20 anos. Hoje, as mulheres escolhem esperar para ter filhos, depois dos 30, e doença está aparecendo cada vez mais cedo. Hoje, entre 10% e 15% de todos os casos de câncer de mama no Brasil são na faixa dos 30 anos de idade.
Cristiane tinha 38 anos quando soube de uma vez: estava grávida e com câncer de mama. “Ele falou: ‘Cristiane, a gente vai ter que fazer algumas opções’. Eu falei: ‘Doutor, eu posso ter a neném?’. Ele falou: ‘Pode’. Então, o senhor faz o que for possível”, lembra ela.
Mariana chegou prematura, mas cheia de saúde. “Amamentei só com uma mama, amamentei até o quinto mês”, conta Cristiane.
Adriana, por medo de não poder engravidar, congelou óvulos antes de começar a quimioterapia. “Cheguei a discutir barriga de aluguel com a minha irmã, minha tia, minha prima, minha outra irmã, muita gente que apareceu e falou: ‘Olha, se precisar de uma barriga de aluguel, estou aqui, pode me usar’”, admite.
Hoje, ela já acha que não vai precisar dessa ajuda toda. E Debora, enquanto toma remédios para prevenir uma eventual volta do tumor, vê o filho crescer, feliz.

terça-feira, 30 de março de 2010

CLASSIFICAÇÃO DAS INFLAMAÇÕES

QUANTO AO TEMPO DE DURAÇÃO

Podem ser agudas ou crônicas, as primeiras tendo um curso rápido (entre 1 a 2 semanas) e as outras constituindo processos mais demorados (superam 3 meses). A variação entre os dois processos está diretamente vinculada aos fatores que influenciam a inflamação. Assim, de modo geral, diante de estímulos de intensidade na qual o hospedeiro consiga reagir de modo a tornar esse estímulo de curta duração, presenciar-se-á o aparecimento de exsudações plasmáticas e de neutrófilos, ambos característicos dos processos agudos. Por outro lado, a persistência do estímulo - exigindo uma reação diferente da anterior por parte do hospedeiro - promove um aumento dos graus de celularidade (principalmente dos elementos mononucleares), o que determina uma fase proliferativa e reparativa e, portanto, de inflamação crônica. Obviamente, existem casos em que há um curso agudo da inflamação, mas morfologicamente não se observam os elementos clássicos de uma inflamação aguda (intensa exsudação plasmática e presença de neutrófilos); em outras situações, ainda, pode-se observar que um quadro inflamatório crônico, que dura semanas, passa a exibir grande quantidade de neutrófilos e os sinais cardinais típicos da inflamação aguda; nesse caso, diz-se que a inflamação crônica se agudizou. Portanto, a relação cronológica e morfológica nem sempre é constante.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pigmentação é tratamento eficaz e rápido para camuflar estrias mais antigas

Método age na evolução natural da estria branca e estimula formação de um novo colágeno, deixando-a com uma aparência bem mais sutil. As estrias afetam quase todas as pessoas, sendo mais comum na fase de crescimento (adolescência) e no transcorrer da gestação. Nas mulheres, são comuns nas mamas, coxas e quadris, principalmente na puberdade.

No processo de formação das estrias, há um rompimento das fibras de sustentação da pele (das fibras colágenas e elásticas), responsáveis pela elasticidade. Por isso, elas são um pesadelo na vida das mulheres e, em quase todos os casos, afetam a autoestima do time feminino.

De cada dez mulheres, oito não escapam dessas temidas marcas que, quando surgem, são difíceis de serem eliminadas. Algumas disfunções físicas também podem contribuir para o aparecimento das estrias como, por exemplo, uma atividade física (musculação) exagerada. Neste caso, ocorre uma distensão da pele que ultrapassa os limites da capacidade de retração, isto é, a elasticidade.

Hoje, há uma grande diversidade de tratamentos, como géis, peelings químicos e equipamentos. Porém, segundo Fabiana Pietro, dermatologista especializada em medicina estética, antes de escolher o procedimento, as estrias devem ser corretamente identificadas para se obter o melhor resultado, sem precisar gastar muito.

As recentes são vermelhas e as mais antigas são brancas. Para as vermelhas, o indicado é: associação de Luz Pulsada, que tratará dos pequenos vasos ainda existentes neste tipo de estria, além de proporcionar regeneração celular e nivelamento da estria com a pele adjacente; injeção local de agentes indutores do colágeno, como vitamina C, trissilinol, condroitin sulfato e glucosaminoglicanos (também melhoram muito a retenção de água no local); e aplicação tópica de ácido retinóico para estimular a produção de colágeno.

“As estrias mais recentes respondem melhor ao tratamento, sendo possível conseguir um resultado bastante satisfatório”, explica a médica.

Já as estrias brancas são consideradas antigas porque durante o processo de formação os vasos sanguíneos são absorvidos e o colágeno sadio é substituído por um tecido que dá a coloração branco-acinzentado.

Nesta situação, a técnica recomendada é a pigmentação, que é a injeção local de substâncias que contém ácido tânico ou derivados do cobre, que induzem de forma natural a produção de melanina, proteína presente em nossa pele responsável pela coloração amarronzada após o bronzeado.

Com a produção de pigmento apenas dentro da estria, esta tende a ficar com a cor parecida com a da pele adjacente, mascarando muito seu aspecto esbranquiçado. Esta técnica é bastante eficiente porque não apresenta efeitos colaterais, e pode ser indicada quando o paciente deseja “esconder” esteticamente as estrias. No entanto, este procedimento tem a duração de aproximadamente seis meses. Após este período, é necessário fazer uma ou duas aplicações para manutenção. “Também é possível associar tratamentos como nas estrias vermelhas, utilizando a Luz Pulsada e a aplicação tópica do ácido retinóico e seus derivados nas estrias brancas para diminuir sua espessura e atenuar sua profundidade”, completa Fabiana.

Prevenção
Quanto mais cedo a pessoa prevenir as estrias, melhor será a pele durante a vida. O cuidado com a alimentação e com o corpo é fundamental. O ideal são os exercícios aeróbicos moderados, como correr, nadar e andar de bicicleta, pois estes queimam as calorias. A ingestão de água (dois litros por dia) e uma alimentação balanceada também são boas formas de prevenção, além do uso adequado de cremes com o poder de nutrir e hidratar a pele e estimular a produção de colágeno.



Curiosidades


A pele negra absorve menos sol, e assim as pessoas possuem menos probabilidade em obter câncer de pele.
Hoje pouco nós sabemos sobre a real história da África, pois á poucas literaturas sobre a mesma.
Os grupos humanos atuais na sua maioria são produtos de mestiçagens. A evolução das espécies incluindo a humana e o sexo facilitaram a mistura racial durante as eras.
O melasma ou cloasma é um aumento da melanina localizo e de forma adquirida, caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas, principalmente no rosto e em alguns casos em braços e colo.
Também pode ocorrer o melasma na gestação e está ligado aos fenômenos de aumento da pigmentação, provavelmente decorrentes de estímulo hormonal estrogênico ou através do homônio estimulante da formação de melanina.
O melasma com a exposição ao sol piora com qualquer quantidade de exposição , porque o mecanismo da formação da melanina é induzido com esta radiação, aumentando a sua produção nas áreas mais expostas.
Os tratamentos do melasma visam remover a manchas com sbstâncias clareadoras, com resultados favoráveis, embora de uma forma lenta e progressiva.
As pessoas ruivas têm um pigmento vermelho que compete com a melanina, por isso apresentam maior sensibilidade à luz solar.
Os extractos de Uva-Ursina, Amora e Alcaçuz inibem a acção da enzima Tirosinase que age como catalizador na reacção de produção de Melanina sobre o Aminoácido Tirosina. É essa interacção que produz a Melanina - o principal factor determinante da cor da pele. O Thea sinensis ou mais conhecido como chá verde, ajuda também a refrear a migração da melanina para a superfície da pele - e comprovadamente aumenta a sua luminosidade.
A hipopigmentação, uma quantidade anormalmente baixa de pigmento, é geralmente limitada a pequenas áreas de pele. Habitualmente, a hipopigmentação é decorrente de uma doença inflamatória prévia da pele ou, em raros casos, pode representar uma condição hereditária.
Quantidade aumentadas de melanina (hiperpigmentação) podem ser uma resposta a alterações hormonais, como as que podem ocorrer na doença de Addison
, na gravidez ou com uso de contracetivos orais.
A pele também pode escurecer em doenças (p.ex.,hemocromatose ou hemossiderose)ou em resposta a muitos medicamentos que são aplicados sobre a pele ou dministrados via oral ou invejável.
Algumas vezes, a pele perde seu pigmento após a cura de determinadas doenças cutânias como bolhas, úlceras, queimaduras e infecções. Geralmente, a pele não apresenta uma cor branco marfim como no vitiligo e, no decorrer do tempo, a pigmentação pode retornar. Os cosméticos conseguem ocultar este tipo de mancha.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A alimentação e sua pele...

A fruta e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas taxas de antioxidantes que ajudam a prevenir o enrugar precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem ajudar a manter a sua pele firme e brilhante.

Consumir citrinos numa base diária vai ajudar a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colagénio na estrutura da sua face e impedir a flacidez. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas as toranjas, limões e limas.

Os antioxidantes conhecidos com EGCG é uma poderosa substância que pode prevenir o acne, danos causados por exposição solar e inflamações de pele. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para beneficiar dos efeitos.

A vitamina A, um dos nutrientes mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A é também essencial para a renovação celular e promove o crescimento de nova pele. Os espinafres e bróculos, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A.

Os ácidos gordos ómega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol.

Pigmentação....

Como surge a pigmentação da pele?A pigmentação da pele nasce de um mecanismo complexo que faz intervir 2 tipos de células da epiderme ( camada mais externa da pele): os queratinócitos e os melanócitos. Esta pigmentação está associada à presença da melanina, pigmento responsável pela coloração da nossa pele e pela sua uniformidade. A taxa de melanina na pele determina tom e o fototipo de pele (clara, morena?) e assegura uma maior ou menor protecção face aos raios ultravioletas (UV).
O processo pelo qual a pele se colora, denominado melanogénese, é influenciado por factores externos, como a poluição, radiações UV, etc, por alterações hormonais (gravidez, menopausa?.) e pelo envelhecimento cutâneo. Todos estes factores podem provocar alterações de pigmentação (pele baça, não uniforme, manchas castanhas mais ou menos difusas).
Mais de 60% das manchas são provocadas pelo sol, principal factor de envelhecimento prematuro da pele.
Como impedir uma pigmentação não homogénea da pele?É possível diminuir as imperfeições de pigmentação e prevenir o seu aparecimento. A correcção e a prevenção destas marcas inestéticas podem fazer-se a três níveis:
Com uma protecção segura e adaptada contra os efeitos nefastos dos raios UV em função do tipo de pele e do meio ambiente, utilizando protectores solares, chapéu e evitando uma exposição durante as horas mais prejudiciaisCom uma esfoliação regular das zonas sensibilizadas. A utilização de um cuidado esfoliante 1 a 2 vezes por semana permite eliminar as células de superfície carregadas de melanina e preparar a pele para melhor receber os cuidados clarificantes, para uma maior eficáciaUtilizar produtos especificamente formulados para clarificar e uniformizar a pele que limitam a hiper-produção de melanina, responsável pelo aparecimento da manchas castanhas. A sua aplicação diária permite reencontrar rapidamente uma pele mais homogénea, transparente e luminosa.As irregularidades de pigmentação e o aparecimento de novas manchas castanhas não são uma fatalidade. Utilize cuidados específicos para reencontrar uma pele perfeita!